Escrevi uma FANFIC com um super crossover

maio 08, 2017

Bom, pelo menos eu tentei. Tudo começou com este gif e um post no Tumblr que dizia "imagine Sherlock helping you through a though breakup" (imagine o Sherlock te ajudando depois de um término difícil):



Isso já faz alguns anos, ok? Então, na época eu e uma amiga estávamos surtando através de uma conversa no WhatsApp, este gif veio a tona e ai a gente começou a viajar imensamente - fangirls enlouquecidas que somos. Ai eu tive a brilhante ideia de escrever uma Fanfic com as ideias que a gente teve naquela conversinha (sim, eu faço isso, tenho até uma conta no Nyah!, porém impublicável). 

Fui despejando coisas numa página em branco do Word e até que rolou. Eu me divirto lendo, honestamente. A única coisa é que eu nunca terminei. Tem duas versões, mas essa eu acho que está melhor escrita, então vai essa. 

Et voilà!



-- Ah, façam-me um favor e esqueçam-nos. Eles são apenas grandes imbecis! – bradou Sherlock Holmes, sem a mínima paciência para dramas românticos, mas, no fundo, com uma pontada de preocupação na voz. Ele virou as costas, caminhando com sua postura altiva para fora da sala. 
Sentado na mesinha de centro, coisa que normalmente não faria em uma situação normal, John Watson fechou os olhos com força e pressionou o espaço entre as sobrancelhas com o polegar e o indicador. Era apenas mais um dia na vida de seu colega de casa, mas ele ainda não havia se acostumado. Em sua frente, ocupando as poltronas macias da sala, estavam duas adolescentes chorosas, de cabelos estranhos e roupas pretas. Uma, roía a unha do dedão da mão direita enquanto se balançava para frente e para trás, com um olhar assassino no rosto extremamente pálido. A outra, puxava os cabelos com mexas que um dia foram azuis, mas agora estavam num tom de verde desbotado, e grunhia de vez em quando, murmurando algo sobre cabelos pretos bagunçados e camisetas rosas. John estava realmente bravo. Não com as jovens, mas sim com quem as havia deixado daquele jeito.  
Sherlock já estava sozinho há muito tempo e o médico tinha medo de que ele pudesse aprontar mais uma das suas. Fez um gesto apaziguador enquanto se levantava esperando que aquelas duas não começassem a chorar novamente. Atravessou o arco que levava à cozinha, mas não conseguiu chegar nem à metade do caminho quando a campainha tocou. Frustrado, ele se virou e foi abrir a porta. 
Seu rosto ficou imediatamente vermelho. 
-- Uh, olá, eu sou o Doctor. – disse o Doctor, abrindo caminho através de um confuso e irritado John Watson. – Sherlock! Ai está você. Bo-yah! 
Watson seguiu o estranho até a sala, onde as garotas continuavam absortas, formando perguntas que morriam antes mesmo que ele conseguisse falar alguma coisa. 
-- Sherlock, quem é... O que está... Por que diabos você... – ele balançou a cabeça e respirou fundo. -- O que, em nome de Deus, está acontecendo aqui? 
O detetive revirou os olhos e se virou para encarar o parceiro. 
-- Eu acredito que ele já se apresentou meu caro Watson. John, esse é o Doctor, Doctor, este é John. Ele mora aqui. – ele deu de ombros. – Vamos ao que interessa: precisamos encontrar dois espécimes masculinos, que estão, ou ficarão, com grandes problemas. 
-- Problemas? – perguntou o Doutor, franzindo o nariz pontudo. – Eu não gosto de problemas. Problemas só causam problemas e isso não é uma boa coisa. Eu vivo dizendo para os humanos evitarem problemas, mas eles nunca me escutam. Vocês não conseguem ficam longe de problemas nem por um momento? Eu sou um senhor do tempo, não um resolvedor de problemas. Se vocês precisarem de um, no entanto, podemos ir até o planeta dos resolvedores de problema e pedir gentilmente... 
John estava boquiaberto e não entendia uma palavra do que o estranho dizia. Resolvedores de problemas? Ir a outro planeta? Sherlock tinha muito que explicar. 
-- Doctor, o problema não é meu, o problema é dos dois jovens e nós não nos importamos com eles. Nós nos importamos com elas – interrompeu Sherlock, apontando para as meninas com o queixo. 
Como se tivessem acordado de um transe as duas garotas ergueram a cabeça ao notar o homem esguio de gravata-borboleta e roupas antiquadas parado em frente a elas. Elas se encararam por um momento, dialogando silenciosamente com o olhar e, então, sem aviso, começaram a gritar em uníssono.  
-- Jesus Cristo, Sherlock, faça isso parar! – berrou John, tentando se fazer ouvir acima do barulho. 
O Doutor sacou sua chave de fenda sônica e apontou para ambas, que, no momento, pareciam a maior ameaça. 
-- O que você vai fazer? – perguntou a que usava óculos, arqueando uma sobrancelha castanha. – Construir um móvel, querido? 
A amiga também parou de gritar, mas passou a rir histericamente. O Doutor olhava de uma para outra em choque. John estava muito bravo. Sherlock considerou se jogar do telhado novamente. Tacitamente, os três homens decidiram ir pra a cozinha, deixando-as sozinhas com sua loucura.  
-- Sherlock eu exijo que você me diga o que diabos é tudo isso. – exigiu, John com o rosto vermelho. 
-- Você é cego e surdo, John? – perguntou Sherlock – A situação é muito clara: aquelas duas jovens precisam de ajuda. Nós as ajudaremos. 
-- Desde quando você ajuda pessoas, Sherlock? 
O detetive deu de ombros e ignorou a pergunta. 
-- Como eu ia dizendo, Doutor, precisamos encontrar dois rapazes.  
Outra batida na porta, dessa vez mais violenta, seguida por uma voz forte e raivosa. 
-- Sherlock, abra essa porta ou eu mesmo a derrubo. 
-- Vá abrir a porta, John. 
John, muito irritado, foi abrir a porta.  
Um olho castanho o encarou por alguns segundos. O outro estava coberto por um tapa-olho preto. Pela segunda vez naquele dia, um homem desconhecido, dessa vez vestido de preto, cruzou a porta do número 221b, empurrando John para o lado como se ele não existisse. Virando-se para fechar a porta, o médico quase engasgou ao dar de cara com uma mulher ruiva. Ela sorriu e também entrou na casa. John saiu para a calçada, disposto a esfriar a cabeça e esperançoso de que tudo aquilo não passasse de uma alucinação. Desceu um degrau, depois outro. Um carro preto, provavelmente alugado, encostou na guia e dois homens altos e fortes saltaram do veículo. Ele respirou fundo. 
-- Vocês também vieram para o chá? 
Os novos visitantes se entreolharam. O mais alto falou primeiro: 
-- Nós estamos procurando por, uh, um homem que mora aqui. – ele olhou para o companheiro, como se buscasse afirmação ou apoio. – O nome dele é Sherlock... Holmes. 
-- Puta merda.  
Uma voz fina quebrou o silêncio constrangedor que se instalara. Surgindo por trás dos ombros de John, a menina mais alta cruzou os braços na frente do corpo e ficou encarando os recém-chegados. 
-- Dean? Sam? 
-- Sam? Dean? – a outra garota se materializou ao lado da amiga e arregalou os olhos. – V- você também está vendo eles, não está?  
Dean balançou a cabeça. 
-- Ok crianças, o show terminou. Vamos entrar e acabar logo com isso. 
Na cozinha, a ruiva, que John logo descobriu chamar Natasha Romanoff, estava encostada na bancada, enquanto o homem de sobretudo preto, Nick Fury, preparava chá. Franzindo o cenho, o médico resolveu parar de questionar os acontecimentos. 
Dean foi o primeiro a falar depois de vários minutos de silencio. 
-- Muito bem, vamos lá vocês duas, expliquem direito o que aconteceu. 
A loira pigarreou e seu rosto começou a ficar vermelho conforme ela falava. 
-- Nós já contamos tudo para o Sherlock, ele não disse? – ela apoiou os cotovelos na mesa, esticando o corpo para frente. – Ok, tudo começou quando eu, de forma idiota, achei que um cara pudesse gostar de mim e comecei a falar dele para a Sarah. 
Sarah se levantou da cadeira onde estava e bateu carinhosamente na cabeça da amiga. 
-- Sim, mas eu também passei a falar do meu idiota para você, querida. – ela apoiou o quadril na mesa e continuou a história. – Nós duas nos animamos muito com a idéia. Eles são perfeitos. Quer dizer, não perfeitos como o Dean, mas eles são tão fofos e o meu tem aquele cabelo bagunçado que me dá vontade de ficar o dia todo passando os dedos entre aqueles cachos loirinhos e...  
Rose suspirou irritada. 
-- Eu pensei que estivesse rolando alguma coisa. – continuou. – Mas era tudo coisa da minha cabeça. Ok, ele me deu uns sinais que realmente foram bem filhos da puta, mas talvez isso fosse coisa da minha cabeça também. Não sei.  
Sam franziu o cenho e bebeu um gole de seu chá.  
-- Ok, deixa eu ver se entendi direito – começou ele – vocês duas se apaixonaram por dois caras e eles não perceberam? É isso? 
Sarah e Rose se entreolharam e concordaram com a cabeça.
-- Bom, sim – respondeu Sarah.

E acabou assim. Eu não faço ideia de para onde ia levar essa história. Só sei que tenho anotadas as ideias e elas envolvem até um momento Tony Stark/Captain America se estranhando. Aos fãs de todas essas séries e filmes, eu sei que tem muita coisa que não bate, mas era de madrugada e eu não estava pensando em ser coerente, só queria fazer uma coisa legal para uma amiga rir.
💀

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20 comentários

  1. Realmente esse é um crossover muito inusitado misturando personagens do Universo Marvel com os famosos personagens de Sr. Artur Conan Doyle. Gostei demais da forma como você escreve. Sabe realçar detalhes e características dos personagens e tem bastante criatividade. Vou ficar aguardando a continuação dessa "macarrônica" estória, rs rs.

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    1. Marcelo,

      Agradeço pelos elogios, nada me deixa mais feliz do que saber que alguém gostou de ler algo que escrevi!
      Vou tentar retomar essa história, quem sabe logo posto um novo episódio dessa mistureba por aqui, hahah

      Beijos!

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  2. hahaha nossa eu viajei muito nessa história! Imaginei a cena em minha cabeça!!! Muito bom. Parabéns!

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    1. Helô,

      Obrigada! Escrevê-la também foi uma grande viagem. Até hoje tento retomar de onde parei, mas não me vem a inspiração necessária :(

      Beijos!

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  3. mano, você escreve bem pra caramba, cara eu nunca li algo parecido, adorei tou louca pra ver o Tony aparecer. Continua sim, eu vou ler com certeza


    Blog Entre Ver e Viver

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    1. Carolina,

      Que bom que você gostou! Fico muito feliz quando as pessoas elogiam minha escrita. Vou tentar continuar sim!

      Beijos!

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  4. Arrasou! Mas são justamente, nas madrugadas que as melhores ideias veem...geralmente comigo, é assim que funciona! Nem sempre a coerência é necessária, não é. E esa história, tem fim?

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    1. Marli,

      Sempre fico cheia de ideias de madrugada hahaha

      Essa história ainda não tem fim, mas quem sabe que me inspiro novamente para continuar. Gosto tanto dela, acho que é merecido ter um final.

      Beijos!

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  5. Eu acho muito legal essas ideias de fãs se inspirarem em personagens que gostam ou admiram e ousam criar uma história em cima de uma proposta já feita. Achei bem interessante a fanfic, você escreve bem, com certeza foi bem divertido produzir isso! Beijocas. ♥

    Sorriso Jovem

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    1. Hilda,

      Sempre escrevi Fanfics, desde uns 12 anos quando comecei a tomar gosto por escrever. Acho muito legal que exista um nome para essas histórias de fãs, é legal poder contribuir por diversão com um universo criado por alguém.

      Um beijo!

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  6. OMG...vou rir até amanhã com esse texto. Realmente deve ter caído uma noite bem bizarra para terem essa ideia. Quando Sam e Dean chegaram eu caí na gargalhada Imagino a cara do Whatsapp...Kkkk ... Já tô esperando o Sttark entrar na suruba.
    Beijos!
    Gatita&Cia.

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    1. Tatiana,

      Foi uma madrugada bem intensa escrevendo isso hahaha

      Se eu conseguir continuar, o Stark vai aparecer logo logo.

      Beijo!

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  7. Cara, eu acho que os melhores textos saem dessa forma, quando estamos despreocupados e ao mesmo tempo interessados em fazer alguem feliz rsrs confesso que adorei o texto, muito criativo e fora que escrever é um dom para poucos.

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    1. Erica,

      Também acho isso. Escrever com pressão é a pior coisa (mas no caso vivo disso, vide minha profissão de jornalista hahah)
      QUeria muito fazer minha amiga se animar, e funcionou!

      Agradeço imensamente pelo elogio!!

      Um beijo!

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  8. Confesso que não sou muito fã de fábrica,mas a sua criatividade é realmente incrível.muito bom!!

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    1. Millena,

      Obrigada! Que bom que você gostou.

      Beijo!

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  9. Esses crossovers são sensacionais! Nunca assisti Sherlock (mas pretendo) mas achei esse muito divertido. To curiosa pra ver a aparição do Tony Stark e cia :) Abraço :)

    Red Behavior

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    1. Maria Eduarda,

      Assista Sherlock! Eu demorei uma vida inteira pra ver e me arrependo de não ter começado antes, é MUITO boa essa série! (separe os lencinhos).

      Um beijo!

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  10. Eu acabei lendo e lendo e lendo e fiquei decepcionada por não ter continuação hahahhaha
    Mas eu amei muito, quando tu fizer mais pode me mandar que aceito ler :)
    Amei seu blog!
    Beijos

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    1. Karina,

      Ai, desculpa! hahaha Vou tentar continuar, é que na época a vida mudou muito, ai perdi todo o fio da meada pra continuar a escrever.

      Obrigada! Se surgir um novo capítulo, prometo que te mando e ficarei muito feliz com a sua leitura.

      Um beijo!

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Obrigada!