Diário de Leitura: Retorno a Brideshade - Evelyn Waugh #10

fevereiro 14, 2018

Primeiro livrinho da TAG de 2018 (que eu só consegui ler em fevereiro, por motivos de: meta ambiciosa de leitura, que tem consumido minha vida. 

Retorno a Brideshade - Evelyn Waugh
Editora: Companhia. das Letras + TAG Livros
Páginas: 390
Nota: 5/5
Sinopse: Obra decisiva de Evelyn Waugh, o mais mordaz dos escritores ingleses, Retorno a Brideshead narra as lembranças do capitão Charles Ryder, que durante a Segunda Guerra reencontra a mansão dos Bridehead, cenário de momentos cruciais de sua vida. Da teia de recordações emerge o retrato magistral de uma família em processo de desagregação.


Retorno a Brideshade foi o primeiro livro entregue pela TAG - Experiências Literárias, em 2018. O livro do mês de janeiro do clube foi indicado por ninguém mais, ninguém menos que Luis Fernando Veríssimo, que classifica Waugh como uma figura contraditória por conta da temática de seus livros - ora sobre a juventude e a guerra, ora sobre os costumes sociais da época, e sátiras sobre a vida social, politica e ao catolicismo, ao qual era convertido.

O personagem principal e narrador da história é o capitão Charles Ryder que, durante uma expedição no cenário da 2ª Guerra Mundial, se depara com Brideshade, mansão que pertencia à rica e monárquica família Flyte. A partir dessa visão, Ryder faz uma regressão ao passado, começando por seu tempo na faculdade de Oxford onde conheceu Sebastian Flyte e com quem tem uma espécie de romance que se não é velado, também não é explícito.

Apesar dos problemas que Sebastian tem com a família, Charles sente uma atração profunda por Brideshade e simpatiza com seus moradores - Brideshade, irmão mais velho de Sebeastian, Júlia, irmã do meio, Cordelia, a irmã mais moça e a mãe deles Lady Marchmain, além dos empregados.

A presença de Charles se torna uma constante na casa até mesmo quando Sebastian se torna um bêbado irremediável e ele mesmo para de frequentar a residência. Charles faz de tudo para ajudar o amigo, mas com o tempo cada um segue um rumo diferente na vida.

O tempo vai passando nas memórias de Ryder, mas Brideshade sempre está presente, de uma maneira ou de outra, até chegar o momento final em que ele parte para nunca mais voltar, até chegar ao ponto onde a história começa.

Apesar do prólogo enfadonho, a leitura de Retorno a Brideshade é deliciosa, é do tipo que deixa um gostinho de quero mais, um desejo por conhecer mais a fundo determinadas situações. A casa se torna um personagem, sempre incluída na narrativa, como se tivesse vida própria. Uma leitura diferente do que estou acostuma e que com certeza me instigou a ler outras obras de Waugh. Como mencionado no final da revista que acompanha o livro da TAG, o autor "produz parágrafos perfeitos em que nada poderia ser dito de outra forma".

Recomendadíssimo.

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